SUICÍDIO

SUICÍDIO:  Ato ou efeito de suicidar-se. Assassínio de si mesmo. Desgraça ou ruína provocada pela própria vítima; autodestruição. Consiste na destruição do próprio corpo. Pode ser um ato voluntário, quando o indivíduo planeja em sã consciência a autodestruição, provocada pela ociosidade, saciedade, falta de fé, descrença em Deus, orgulho ferido, revolta pelas provas vivenciadas. É um ato que transgride as leis naturais e acarreta, desta forma, desequilíbrios profundos nos tecidos perispirituais. Esses desequilíbrios refletirão de forma menos ou mais acentuada no órgão ou órgãos  atingidos pelo tipo de morte que o suicida elegeu. ” Poderá o suicida renascer em deplorável estado mental ( psico-físico) ” O corpo físico apresentará ” plenas disposições para o entorpecimento dos músculos, dos nervos e até da medula espinhal”, predisposição para a depressão, a loucura, doenças como o câncer, a lepra, a tuberculose; anomalias dos sistemas digestivo, respiratório, circulatório, além da surdez, cegueira e tantas outras moléstias cuja causa reside no suicídio de encarnação precedente. Muitas vezes é imposto ao espírito, como expiação, lutar na reencarnação seguinte contra as tendências do suicídio; se for vitorioso, progride; se for vencido, terá que recomeçar a vida, talvez mais penosa que a antecedente, e deve lutar assim até que haja triunfado. Um espírito jamais reencarna com a finalidade de autodestruir-se, uma vez que a reencarnação tem por objetivo o progresso moral e intelectual do homem; todavia traz na tessitura perispirítica as marcas do ato insano, que se revela por tendências. Explica o venerável espírito Bezerra de Menezes :” O suicídio não é uma lei, não sendo, por isso mesmo, imposto a quem quer que seja pela harmoniosa...

MATURIDADE ESPIRITUAL

PERGUNTARAM A JALAL AD-DIN MUHAMMAD RUMI, MESTRE ESPIRITUAL PERSA DO SÉCULO XIII: O QUE É VENENO ? – Qualquer coisa além do que precisamos é veneno. Pode ser, preguiça, comida, ego, ambição, medo, raiva , ou o que for. O QUE É MEDO ? – Não aceitação da incerteza. Se aceitamos a incerteza, ela se torna aventura. O QUE É A INVEJA ? – Não aceitação no bem do outro. Se aceitamos o bem, se torna inspiração. O QUE É RAIVA ? – Não aceitação do que está além do nosso controle. Se aceitamos, se torna tolerância. O QUE É ÓDIO ? – Não aceitação das pessoas como elas são. Se aceitamos incondicionalmente, então se torna amor.   O QUE É MATURIDADE ESPIRITUAL ? É quando você para de tentar mudar os outros e se concentra em mudar a si mesmo. É quando você aceita as pessoas como elas são. É quando você entende que todos estão certos em sua própria perspectiva. É quando você aprende a  “deixar a ir “. É quando você é capaz de não ter ” expectativas” em um relacionamento, e se doa pelo bem de se doar. É quando você entende que o que você faz, você faz para a sua própria paz. É quando você para de provar para o mundo, o quão inteligente você é. É quando você não busca aprovação dos outros. É quando você para de se comparar com os outros. É quando você está em paz consigo mesmo. Maturidade espiritual é quando você é capaz de distinguir entre ” precisar ” e ” querer ” e é capaz de...

SOBRE A FÉ

Sentimento inato que o homem possui da existência de Deus bem como de sua própria trajetória evolutiva. ” É a consciência das prodigiosas faculdades que traz em gérmen no íntimo, a princípio em estado latente, mas que ele deve fazer germinar através da sua vontade ativa.” Além dessa, Allan Kardec a define em outras concepções ( ESE:XIX): ” Fé é a confiança que se deposita na realização de determinada coisa, a certeza de atingir um objetivo”. Em relação a religião: “Fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas tem o seu artigo de fé. Nesse sentido, a fé pode ser raciocinada ou cega”. A fé raciocinada se fundamenta na comprovação dos fatos, na compreensão desses fatos e na lógica, enquanto a “fé cega nada examina, aceita o falso e o verdadeiro”, não admite a compreensão, o raciocínio nem o livre-arbítrio, e “em excesso produz o fanatismo”. Allan Kardec classifica a fé em humana e divina, de acordo “com a aplicação que o homem der ás suas necessidades terrenas ou ás suas aspirações celestes e futuras”. Acrescenta ainda: “… A fé só foi compreendida, até o presente, no seu sentido religioso porque o Cristo a revelou como poderosa alavanca, e porque Nele só viram um chefe de religião”. No entanto, seus próprios atos demostraram a força do homem que tem fé, “… a vontade de querer e a certeza de que essa vontade pode realizar a si mesma”. E assim Kardec conclui o capítulo sobre a fé: ” se todas as criaturas encarnadas estivessem suficientemente persuadidas da força que trazem consigo, e se...