LENDA DE OSSAIM

Ossaim era o nome de um escravo que foi vendido a Orunmilá. Um dia ele foi á floresta e lá conheceu Aroni, que sabia tudo sobre as plantas. Aroni, o gnomo de uma perna só, ficou amigo de Ossaim e ensinou-lhe todo o segredo das ervas. Um dia, Orunmilá, desejoso de fazer uma grande plantação, ordenou a Ossaim que roçasse o mato de suas terras. Diante de uma planta que curava dores, Ossaim exclamava: ” Esta não pode ser cortada, é a erva que cura dores“. Diante de uma planta que curava hemorragias, dizia: ” Esta estanca o sangue, não deve ser cortada”. E frente de uma planta que curava a febre, dizia: ” Esta também não, porque refresca o corpo”. E assim por diante. Orunmilá, que era um babalaô muito procurado por doentes, interessou-se então pelo poder curativo das plantas e ordenou que Ossaim ficasse junto dele nos momentos de consulta, que o ajudasse a curar os enfermos com o uso das ervas miraculosas. E assim Ossaim ajudava Orunmilá a receitar e acabou sendo conhecido como o grande médico que é. SEU DIA: 05 DE OUTUBRO EWÉ Ó !!! LENDA TIRADA DO LIVRO: MITOLOGIA DOS ORIXÁ – REGINALDO PRANDI – PG152   HISTÓRIA Ossiam é filho de Oxalá com Nanã, mas criado por seu companheiro inseparável Aaajá, tem como irmãos Omulu, Oxumaré e Ewá. Misterioso, não existe melhor maneira de defini-lo, pois ninguém até hoje sabe ao certo qual é o seu sexo, no entanto é tratado como cafião. Algumas lendas dizem que Ossaim é hermafrodita e que teve uma grande paixão por Oxossi e por isso dividiu...

CONHECENDO O ORIXÁ IROCO

Na Nigéria, este Orixá é cultuado numa árvore do mesmo nome, substituída no Brasil pela gameleira-branca, que apresenta características semelhantes ás da árvore africana. Associado ao Vodun daomeano Loko ( dinastia jeje) e ao inquice Tempo dos bantos, é, na realidade, o Orixá dos bosques nigerianos. Sua cor é o branco utiliza-se palha-da-costa em suas vestes. Sua comida é, dentre outras, o caruru, o deburu ( pipoca) e o feijão-fradinho. Geralmente, diante das casas de Candomblé, há uma grande árvore, com raízes saindo do chão, envolvida por um grande pano branco ( alá). Trata-se de Iroco, protegendo cada casa, dando-lhe força e poder. Na Nação Angola, Iroco também é conhecido como Maianga ou Maiongá. Orixá pouco cultuado na Umbanda.   Fonte: DICIONÁRIO DE UMBANDA – ADEMIR BARBOSA JUNIOR –...

LENDA DE IROCO

Era uma vez uma mulher sem filhos, que ansiava desesperadamente por um herdeiro. Ela foi consultar o babalaô e o babalaô lhe disse como proceder. Ela deveria ir á árvore de Iroco e a Iroco oferecer um sacrifício. Comidas e bebidas que ele prescreveu e a mulher concordou em oferecer. Com panos vistosos ela fez laços e com os laços enfeitou o pé de Iroco. Aos seus pés depositou o Ebó, tudo como mandara o adivinho.  Mas de importante preceito ela se esqueceu. A mulher que queria ter um filho deu tudo a Iroco, quase tudo. O babalaô mandara que nos três dias antes do Ebó ela deixasse de ter relações sexuais. Só então, assim, com o corpo limpo, deveria entregar o Ebó aos pés da árvore sagrada. A mulher disso se esqueceu e não negou deitar-se com o marido nos três dias que precediam o Ebó. Iroco irritou-se com a ofensa, abriu uma boca em seu grosso tronco e engoliu quase totalmente a mulher, deixando de fora só os ombros e a cabeça. A mulher gritava feito louca por ajuda e toda a aldeia correu para o velho Iroco. Todos assistiam ao desespero da mulher. O babalaô foi também até a árvore e fez seu jogo e o jogo que o babalaô fez para a mulher revelou sua ofensa, sua oferta com o corpo sujo, porque para fazer oferenda a Iroco é preciso ter o corpo limpo e isso ela não tinha. Mas a mulher estava arrependida e a grande árvore deixou que ela fosse libertada. Toda a aldeia ali reunida regozijou-se pela mulher. Todos cantaram e dançaram...